
Pietra IA
O Dia em que Criei uma Inteligência Artificial com Alma (E o que aprendi quando ela "adormeceu")
BASTIDORES DA CRIATIVIDADE


Pietra IA - A primeira agente de IA Especializada no Setor de Rochas Ornamentais.
Ter muitas ideias pode ser uma bênção, mas por outro lado, é um exercício constante de desapego. Quem me conhece sabe que a minha mente não para. Eu olho para os problemas do mercado (e dos outros, às vezes) e o meu cérebro automaticamente começa a desenhar fluxos, estratégias e soluções. E quem me dera se isso fosse apenas no meu segmento - eu tenho o poder de me interessar por vários temas, minha mente até dói! Mas o marketing digital e o empreendedorismo têm uma regra dura: uma grande ideia sem uma equipe de alta performance para sustentá-la acaba morrendo na praia. Ou, no meu caso, adormecendo na gaveta.
Hoje abro os bastidores do meu "Laboratório de Ideias" para contar a história do meu primeiro grande projeto com IA: a Pietra AI.
A Pietra nasceu em 2024 após uma imersão em IA que participei e voltei daquele jeito: imagina como? O objetivo era ousado e cirúrgico: criar uma assistente virtual que não fosse apenas um robô frio de respostas automáticas, mas uma consultora sofisticada fluente no complexo mercado de rochas naturais. Como sabem, uma Inteligência Artificial aprende de acordo com o treinamento que recebe. E o meu trabalho foi justamente esse: alimentá-la com bases de informações técnicas e estéticas impecáveis, confiáveis e de fonts seguríssimas.
Eu queria que ela olhasse para uma imagem ou descrição e soubesse exatamente de onde veio aquela pedra, que criasse conteúdos densos para portais, roteiros de vídeos e gerasse autoridade real para as empresas. O plano macro? Criar agentes personalizados como ela para cada indústria, atuando como assessores de compra, esclarecendo dúvidas dos clientes do mundo inteiro, de arquitetos brasileiros e até donas de casas em obras, qualificando leads e conduzindo suavemente a jornada do cliente. Ela tinha tudo para dar certo. O escopo estava pronto, a inteligência estava desenhada e o projeto foi aplaudido com louvor pelo professor Fernando, da FGV, na matéria Gestão de Projetos. Com tudo tão certo e até entrevista de lançamento realizada no programa Pod Pedra - Pod Cast, eu precisei pausar as entregas por falta de equipe.
Construir um time, no Rio de Janeiro, interessado no setor de Rochas que é tão capixaba foi impossível. Até consegui pessoas interessadas, mas não fluiu... sem ajuda para tracionar a operação, o projeto parou.
Ver um projeto desse tamanho ir para a gaveta dói, não vou mentir que ainda tenho esperanças que alguém, ou alguma autoriade do setor, se apaixone por ela e queira desenvolver isso comigo. Desejo isso! Porque para mim a PietrAI não morreu - inclusive o site dela esta ativo aqui.
Ela me transformou. Foi desenhando a arquitetura dela que me especializei na integração entre tecnologia, curadoria editorial, marketing interligado a vendas - o smarketing e muito sobre comportamento humano.
Ela provou que o mercado tradicional está míope. Quase todo mundo acha que adotar IA é mandar um robô criar conteúdo para o Instagram, quando na verdade deveriam estar investindo em agentes inteligentes para transformar a experiência do cliente dentro do site e otimizar processos internos. O marketing estratégico que eu acredito e executo não vive de curtidas; ele desenha soluções profundas que unem tecnologia de ponta e governança de marca, mantendo a elegância e o refinamento que o topo do mercado exige.
A PietrAI hoje é um case de bastidor. Ela me mostrou que o meu maior papel não é o operacional escravo de ferramentas; é a arquitetura da ideia, a construção da estratégia e a liderança de narrativas. A tecnologia está pronta. A estratégia também. Se amanhã uma grande corporação me der a estrutura e a equipe que me faltaram em 2024, a PietrAI acorda em minutos.
E você, quantas grandes ideias já teve de deixar adormecer por falta dos braços certos?

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